O riso fácil que nos foge
irremediavelmente com o tempo
por causa da morte que é a vida
O riso fácil que passa de companheiro de casa
a visitante efémero em tempos de festa
O riso fácil que desquebra forte na praia
passa e deixa o eco na alma
O riso que fica é apenas um decalque na areia
O riso fácil que brota, encanta e dá à luz,
passa a ser o riso que vem, beija a nossa face e vai embora...
E vai embora...
sábado, 21 de janeiro de 2012
sábado, 17 de setembro de 2011
Sabedoria popular
O Deus, O Universo
O Astro-rei, O mundo
O Soberano, O partido, O bando…
Vivemos num mundo de pilares centralistas.
A concentração de poderes (vulgo elitismo) é uma condição humana.
Esta aglomeração de autoridade que esmaga,
contém ironicamente a fonte da vida,
renovando-se de pele em pele.
Uma espécie de ciclo vicioso.
Ciclos de vitórias privadas
com trajes de humanitarismo imperioso.
O motor da vida é marginal.
As verdadeiras e anónimas vitórias,
são do fora e não menos decisivas.
Nelas encontra-se a chave do progresso.
Para uma melhor teoria da existência.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
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