Sabor Cabo Verde
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
MODERNIDADE - LULO SCROBACK
MODERNIDADE - LULO SCROBACK
Quando fui quando éramos intactos
Projectos imaturos
Fomos modernos
Nos couberam ternos, gravatas e moldura
Cultura e inferno.
Fossemos eternos quando era primeiro
Primeiro e certeiro amor
Era indolor querer tudo
Íamos na vida cada fome a cada fama.
Nos couberam ternos, gravatas e moldura
Cultura e inferno
Quando fui quando éramos intactos
Projectos imaturos
Fomos modernos.
Fossemos eternos quando era primeiro
Primeiro e certeiro amor
Era indolor querer tudo
Íamos na vida cada fome a cada fama.
E a grama era verde
O nosso vale e os nossos 1000 metros de medo
Intactos, projectos imaturos e modernos
Cultura e inferno
Fossemos eternos
Gravatas e moldura, ternos
Que nos couberam.
Fossemos eternos quando era primeiro
Primeiro e certeiro amor
Era indolor querer tudo
Íamos na vida cada fome a cada fama.
E a grama era verde
O nosso vale e os nossos 1000 metros de medo.
E a grama era verde
Nosso vale e os nossos medos.
E a grama era verde
O nosso vale e os nossos 1000 metros de medo
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Riso fácil
O riso fácil que nos foge
irremediavelmente com o tempo
por causa da morte que é a vida
O riso fácil que passa de companheiro de casa
a visitante efémero em tempos de festa
O riso fácil que desquebra forte na praia
passa e deixa o eco na alma
O riso que fica é apenas um decalque na areia
O riso fácil que brota, encanta e dá à luz,
passa a ser o riso que vem, beija a nossa face e vai embora...
E vai embora...
irremediavelmente com o tempo
por causa da morte que é a vida
O riso fácil que passa de companheiro de casa
a visitante efémero em tempos de festa
O riso fácil que desquebra forte na praia
passa e deixa o eco na alma
O riso que fica é apenas um decalque na areia
O riso fácil que brota, encanta e dá à luz,
passa a ser o riso que vem, beija a nossa face e vai embora...
E vai embora...
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sabor d mindel
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Sábado, 17 de Setembro de 2011
Sabedoria popular
O Deus, O Universo
O Astro-rei, O mundo
O Soberano, O partido, O bando…
Vivemos num mundo de pilares centralistas.
A concentração de poderes (vulgo elitismo) é uma condição humana.
Esta aglomeração de autoridade que esmaga,
contém ironicamente a fonte da vida,
renovando-se de pele em pele.
Uma espécie de ciclo vicioso.
Ciclos de vitórias privadas
com trajes de humanitarismo imperioso.
O motor da vida é marginal.
As verdadeiras e anónimas vitórias,
são do fora e não menos decisivas.
Nelas encontra-se a chave do progresso.
Para uma melhor teoria da existência.
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