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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Contacto

Diário de bordo.... Directamente do triângulo de Bermudas, dia 16 de Oct

Nem uma aragem, que saudades de um grão de poeira a pairar no ar! O oceano engole-nos e estamos vivos. A tripulação em geral já não tem noção de datas. É que parece que os ponteiros dos relógios fazem o caminho inverso e param também ás vezes... E o tempo não passa, passando. Podemos ver um fio de cabelo a descolorar-se lentamente com a accção dos raios ultra violetas, e isso acontece num dia (que é uma semana).

Agora vou tentar mais uma vez o mayday
"mayday mayday eeei mayday, estamos aqui (onde estamos mesmo?) Mas sem resposta...
Saudades de um grão poeira a pairar no ar...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

WAR

Until the philosophy which hold one race superior and another inferior is finally and permanently discredited and abandoned -everywhere is war
-me say war.
That until there no longer first class and second class citizens of any nation

Until the colour of a man's skin is of no more significance than the colour of his eyes
-Me say war.
That until the basic human rights are equally guaranteed to all, without regard to race
-Dis a war.
That until that day the dream of lasting peace,world citizenship rule of international morality will remain in but a fleeting illusion to be pursued, but never attained
-Now everywhere is war - war.

And until the ignoble and unhappy regimesthat hold our brothers in Angola, In Mozambique, South AfricaSub-human bondage have been toppled, utterly destroyed -Well, everywhere is war -Me say war.

War in the east, War in the west,
War up north, War down south -War - war -Rumours of war.
And until that day,the african continent will not know peace, we Africans will fight - we find it necessary -And we know we shall win. As we are confident in the victory of good over evil -Good over evil, yeah!Good over evil -Good over evil, yeah!Good over evil -Good over evil, yeah!

Fontes:
Texto: Letra da música War de Bob Marley

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Flores e frutos

Nos anos 70, o libertador Amilcar Cabral disse: "as crianças são as flores da revolução", e olhando ternamente para as crianças todos citamos orgulhosamente este dito. As crianças do tempo independentista também o repetiam cega e fervorosamente e se sentiam especiais. Onde estão elas as flores de outrora que deviam agora ser os frutos? Estudaram nos melhores liceus do país, tiveram as melhores bolsas de estudo para estudar nas universidades europeias. O libertador sabia que cabia a elas continuar a missão da liberatação. Algumas deixaram os estudos pelo meio do caminho, outros seguiram a emigração. Mas todas fazem parte de grandes conquistas e em tão pouco tempo. O primeiro governo durou tempo suficiente para gerar outro no seu seio que sucessivamente trocam os postos uns com os outros como as monções. Nos anos 90 o país abre ao mercado mundial, vem a onda das privatizações das estatais. Com tudo escancarado, um problema ao longe se vislumbra: como lidar com a mentalidade paternalista? Durante tanto tempo dependentes de "apoios"... É sempre a figura paterna a tomar frente em tudo, o chefe do governo, o chefe das repartições e das instituições fala por todos. A mentalidade superior do poder colonial é transferida para o poder das administrações, por isso, se se pretende um bom atendimento convém falar em português. Permanece todavia o mesmo medo de questionar que começa nas salas de aula das escolas primárias. A maioria dos pais entregam os filhos para ficarem nas mãos dos professores dos liceus que têm turmas de 35 a 40 alunos. Ser ousado é algo de exótico em Cabo Verde, por isso, aparecem muitos por aí a dizer tantas asneiras... E são cegamente venerados por isso.
As flores transformaram-se em frutos e querem continuar o processo aplicando os seus conhecimentos a favor. Tal como em toda parte as engenharias as medicinas, economias, são o sinal de prosperidade, mas em CV áreas das ciências sociais são uma uma anedota: ainda há quem pergunte para quê antropólgos se não há macacos no país. Com a massificação da concorrência em tudo, viraram-se uns contra os outros. Excepto alguns elitistas que se elogiam uns aos outros, recriando o mesmo modelo do grupo poder central, acenando a sua coroa imaginária e rosnando para os plebeus. Em que monstro se transformou a necessidade latente de liberdade no verdadeiro sentido da palavra??