quarta-feira, 27 de julho de 2011
Aqui há tempo a mais
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Carta de um estudante universitário nas ilhas
Quando terminar o curso continuarei a investir no ensino superior, vou construir a minha universidade. Já estou a imaginar: Um edifício imponente de betão armado, de aspecto sóbrio por dentro de acordo com a suposta seriedade do mundo académico.
Ah, aquele doce branquinho alvo das paredes, aquele cheirinho a papel fresquinho saído da fotocopiadora. Outra coisa ahm, dzê lá amigo.
É preciso faro para o negócio. Havendo terreno, investe-se em cimento, gravilhas, tinta branca, pronto, meio caminho andado, depois pensa-se nos pormenores terciários da biblioteca.
Mas eu apostarei na qualidade, nada de propinas de 13 ou 18 mil escudos mensais, a qualidade exige preços muito mais altos…Sim, se as propinas forem mais caras ganharei mais… Os professores ganharão mais e estarão mais sorridentes, permitindo um melhor clima nas aulas, os alunos terão melhores notas e orientar-se-ão melhor uns aos outros nas teses. Nada de pensar pequeno…
O mercado está virado para o ensino superior. Se trabalhas na função pública e afins, não te apoquentes com a inactividade, ou com o tempo morto ou mesmo com tédio laboral. Ultrapassa o bicho papão do livro de ponto! Estude ou seja professor numa dessas universidades, assim todos ficam sábios e felizes.
Amigo, é com prazer que escrevo estas linhas singelas, pois eu sei que estas novidades irão certamente despertar em ti um imenso júbilo de ver tanto progresso ao mesmo tempo. Espero que passes um bom Verão e esteja atento, onde há um terreno baldio, daqui a dias será uma alva, bela e primorosa universidade.
Com amizade
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Estamos em festa
sábado, 15 de janeiro de 2011
"O departamento da Cultura"
O “departamento da cultura” é ainda considerado algo a pensar antes (das eleições, nas inaugurações de tipo o rei vai nu) para se obter aclamação dos eleitores autómatos . E depois, “deixem os cães ladrarem, que a nossa caravana vai passar”- pensam.. No dia em que se começar a considerar a cultura como órgão vital do corpo, em vez de brincos de côco, talvez se fale deste departamento com algum respeito e não com silêncios insultuosos. Em campanha eleitoral ficar calado sobre assuntos que se pressentem delicados é uma opção pouco nobre. “A maioria não repara no silêncio”- pensam. Como se diz mais vale ser-se dono do silencio do que escravo das próprias palavras.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Um passo
Na década de 30, falar de exclusão social era blasfémia, então, eis que surge um grupo de intelectuais determinados em lutar pela ruptura do sistema, para a justiça social e para a liberdade do homem. Os claridosos.
Leia-se um dos poemas de Osvaldo Alcântara (pseudónimo de Baltazar Lopes da Silva), um dos responsáveis pelo movimento Claridade.
Passaporte para Pasárgada
Lá quem manda é o Rei,
que é amigo dos horizontes
e ouve as cantigas que os meninos cantam
na Rua Direita e na Rua do Sol»
«Quem tenha ouvidos e oiça, que vá.
Os surdos não entram em Pasárgada
Os surdos, entrego-os na misericórdia de Cristo,
que os há-de aperfeiçoar para a próxima reincarnação
Nesta não entram em Pasárgada.»
«Oh! Rei! Pela tua magnificência,
Concede mãos aos homens
para poderem ser cidadãos de Pasárgada…»
Este foi e é o nosso país…
A distância temporal dos anos 30 para o presente é apenas uma ilusão!
O inimigo é sempre o mesmo e não dorme, é omnipresente.
A construção do nosso país não está apenas nas mãos de meia dúzia de pessoas como nos querem fazer acreditar!
Sua Excia daqui e Sr. Ministro dacolá...O nosso vocabulário tem mais do que isso!!!
Tem também o senhor. Fulano, menina Beltrana, senhora Sicrana..
Atenção: Somos mais!! E cada um com a sua ciênca. Somos um só, somos o poder.
É preciso incluir a palavra Humildade no nosso quotidiano para podermos acreditar em nós mesmos e nos outros! Se ficarmos nesse ciclo vivioso do "o que fizeres hoje, eu destruirei amanhã quando estiver no poder" vai ser o fim, porque, assim esgotaremos os recursos, e a nossa sociedade entrará em descalabro, assim como acotece com o o equilíbrio da Natureza quando sucede o abuso dos recursos naturais.
Vamos rasgar as palavras de grandeza, não queremos ser grandes, queremos apenas existir com dignidade! Se escolhermos ficar grandes e vazios, podemos morrer de fome. Não somos balões!
Tenhamos em atenção ao nosso património natural e cultural porque eles existem e apresentam-se ao alcance dos nossos sentidos, e somos suficientemente racionais para cuidar dele, não somos animais irracionais!!
Os nossos antepassados ensinaram-nos a lutar pela justiça social para um Cabo Verde melhor.
Sim é difícil tirar os olhos do chão porque temos que trabalhar a “terra”, ok. Temos que criar os nossos filhos ok. Mas é exactamente por isso, para fazermos melhor é preciso olhar para o geral para compreendermos o particular e avançar. Ás vezes é preciso darmos um passo para trás para podermos continuar a jornada.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Awake
Shake dreams from your hair
My pretty child, my sweet one.
Choose the day and choose the sign of your day
The day's divinity
First thing you see.
A vast radiant beach in a cool jeweled moon
Couples naked race down by it's quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the wooly cotton brains of infancy
The music and voices are all around us.
Choose they croon the Ancient Ones
The time has come again
Choose now, they croon
Beneath the moon
Beside an ancient lake
Enter again the sweet forest
Enter the hot dream
Come with us
Everything is broken up and dances.
lyrics: the doors
sexta-feira, 21 de maio de 2010
REVOLUÇÃO NOW
Onésimo Silveira em Entrevista no A Semana de 21 de Maio de 2010
"A regionalização administrativa não vai ajudar porque não vai impedir a concentração do poder na Praia e não assegura a distribuição equitativa dos recuros da Nação."
"É preciso que as regiões sejam dotadas de poder de decisão para poderem participar realmente no desenvolvimento do país. Quem está a participar no desenvolvimento do país são os partidos políticos através da Assembleia Nacional , as regiões não. E elas têm que ter um papel dinâmico na solução dos problemas políticos, de desemprego etc"
Alguns factos marcam etapas decisivas na história dos países, mas entrevistas como estas preenchem lacunas abismais sobre o modo de pensar Cabo Verde.
Onésimo Silveira é Doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Uppsala, Suécia, é um dos intelectuais africanos mais conceituados a nível internacional. Foi quadro superior nas Nações Unidas e representante diplomático desta organização em Moçambique, Somália e Angola.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Sequestro na Camara Municipal de São Vicente
São os bafos do fenómeno que se veste de um nome pomposo: co..rru..p..ção. Em crioulo é: caçu bodi mesmo, parece diminutivo porque termina em di mas o significado igual. Como se trata de uma classe de respeito há que usar uma espécie de suavizante para denominar acções cometidas por aqueles que trabalham em escritórios com ar condicionado, frigobar e carimbos decisores. E hoje ao fim da tarde houve uma manifestação a favor dos caçubodeiros de finas rendas. Sim reclamam por causa do sequestro e pedem justiça. Isso dá que pensar.
Mensagem do cartaz: "A população indignada com o sequestro na Câmara Municipal"
Façam fóruns, reflictam sobre a violência e a delinquência, isto é, tapem o sol com a peneira!! Clap clap clap... Pois aqui o chão está quente, o povão ruidosamente afirma que não quer saber de "coisas para todos". O que o povão quer é criar uma sociedade de minorias boas e bem estratificadas para poderem continuar um desenvolvimento disforme.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Partidos A e B
Cada um tem o seu gosto e todos são felizes por escolherem o seu lado como quem tem preferência por um determinado lado de uma cassete. E tudo está bem, quando acaba bem.
Mas como é que algo pode estar bem quando o fanatismo dita a forma de estar de um povo. Como diz Kertész, "o fanatismo dessemina o ódio, ninguém se salva nesta batalha que só tem perdedores."
Propomos um roteiro documentário que pode espelhar uma infinitésima parte daquilo que é ser cabo-verdiano e viver nas ilhas de Cabo Verde.
Cenário 1: ano 2010 Hora de ponta, meio-dia e meia ou sete horas da tarde, é a dança urbana dos uniformes escolares: Fardas de várias cores: castanho, a azul claro, azul-escuro, verde e cinzento, cada cor uma escola secundária. Um desfile colorido com vida própria, que se repete em todas as gerações. Cada aluno com o destino traçado à partida pelo contexto e pelas decisões ou atitudes do presente. Uns passam a passo lento, outros quase a correr, uns a conversar, outros saboreando as iguarias das vendedeiras de balaio. Por vezes, entre montes de palavras soltas, ouve-se um comentário: “O professor fulano de tal ê um bom diab d inferr!” E pensamos ora com orgulho, ora apreensivos: «Esses meninos são o futuro desta terra…»
Cenário 2: Finais dos anos 70, anos 80, os primeiros anos da tomada da independência, tempo de glória e de afirmação de uma nação independente. É a altura da valorização dos cursos superiores. Legítimo, pois; durante a fase imediatamente após a independência o objectivo era munir o país de quadros superiores. O problema é que a moda do «curso» chegou e instalou-se por mais de trinta anos, de tal maneira que tomou conta das camadas subcutâneas do ADN cabo-verdiano, levando ao surgimento da cultura da sobrevalorização dos cursos superiores no país.
Cenário 3: Hoje em dia há quem abomine a designação “doutor” e chega mesmo a afirmar que em termos de quadros, o país é uma espécie de recipiente cheio de pseudos e uma fina película na borda dos que são realmente doutores, melhor dizendo, os reconhecidos ou pelo poder ou internacionalmente. Mas como chegámos a tal ponto? É que o termo doutor já passou por várias fases: inicialmente, quem tinha o grau de licenciado era com respeito designado por doutor, posteriormente essa designação passou a uma palavra corriqueira do quotidiano, e actualmente é utilizado como termo pejorativo por muito boa gente.
Cenário 4: Ultimamente, fala-se em cursos técnico-profissionais, mas para este novo paradigma é preciso investir no marketing de consciencialização da importância desse sector de ensino. Porque alguns completam o secundário da Escola Industrial e Comercial com conhecimentos de electricidade, oficina, etc e o sonho legítimo de cursar não permite a aplicação efectiva de tais conhecimentos. Outros seguem a via técnica como profissão, são bem sucedidos e, como sempre, uma minoria evolui para as empresas importantes do mercado. O ponto fraco dessa minoria é que muitas vezes seguem o mesmo modelo de monopólio típico das grandes empresas. Esses monopólios têm as seguintes características comuns: o cliente larga os seus afazeres diários, para ficar à espera durante um ou dois dias, numa fila tentando fazer um contrato e é recebido pela divindade «Atendimento» que apresenta um chicote em vez de simpatia e agilidade. Para os clientes reivindicativos, que reclamam os seus direitos, existe sempre um formulário mágico para cada tipo de reclamação. O resultado é que ele vai para casa baralhado, com uma explicação super técnica e, de tão cansado de esperar, decide embarcar no esquema. Estas são das estratégias mais conhecidas dos monopólios em Cabo Verde; trata-se duma herança colonial sobreaproveitada pela mente capitalista cabo-verdiana, um autêntico paraíso para os investidores externos. Perguntamos: como fica o desenvolvimento de um país em crescimento no meio desta salada?
quarta-feira, 10 de março de 2010
Quando o chão acaba
A história de Samara
O meu ex. companheiro tem problemas de adicção de álcool e crack. No início não sabia que ele tinha esses problemas, vivíamos juntos, era tudo um mar de rosas. Ele era um moço muito bonito e criativo, inteligente… Comecei a notar um comportamento suspeito, por vezes ele mostrava-se muito contente, abraçava-me no meio da rua, fazia declarações de amor em público.. Outras vezes ficava com um ar longe e desligado. As declarações de amor começaram a ficar mais escassas. Passou a ausentar-se muito, não voltava para casa depois do trabalho e quando voltava dizia que estava a tratar os seus assuntos. Comecei a pensar que ele tinha outra pessoa. Até que um dia descobri um cachimbo feito manualmente no meio de umas roupas!! Fiquei apavorada, pois sabia que aquilo era muito mau sinal. Um dia ele chegou do trabalho e convidou-me para um passeio…Quando dei por mim estava num apartamento e um dealer de pedra. Levou-me com ele de madrugada para ir comprar uma coisa muito importante para descontrair-se porque o trabalho dele estava um stress, dizia. Consumia as pedras à minha frente e contava-me histórias, eu escutava petrificada e muito triste, chegou a perguntar-me se era servida…. Imagina, eu tinha ouvido falar da pedra e aquilo parecia-me um fim do mundo. Afinal aquela história maravilhosa que estava vivendo era um castelo de cartas. O mundo desabou.
Quando ele estava sob o efeito do crack vinha a paranóia de que o eu traía, não podia falar com nenhum homem nem ficar muito íntima com amigas, quando era sob o efeito do álcool ele tornava-se violento mesmo… Apresentei queixa contra ele, por agressão física… (ainda me lembro das caras de riso contido dos polícias e dos comentários “quando forem para casa vão entender-se”). Isso acontece frequentemente com algumas vizinhas minhas e amigas que vivem nessa situação por falta escolha, porque na maior parte das vezes, quem ganha mais são os homens delas, e elas trabalham a cuidar dos filhos, da casa, lavando roupas em outras casas…
Se neste momento estou livre das loucuras do meu ex. companheiro, não é pela acção da justiça, o consumo do crack levou-o a cometer vários crimes de roubo e, para fugir às consequências judiciais, ele decidiu passar uns tempos noutra ilha, aos poucos deixei de atender os telefonemas dele, arranjei outro companheiro e foi assim que me livrei dele.
Olha, um copinho de grogue custa 20$00, uma pedra de crack custa 200$00, às vezes pode ser mais caro ou mais barato, o acesso a esses produtos é cada vez mais fácil. Estão até nas portas das escolas, cada dia há mais meninos nessa situação e são cada vez mais novos. Quando vão para a escola as famílias já problemáticas ficam aliviadas por terem mais um para a escola cuidar. Mas na escola são tantos dentro de uma turma, mais de trinta para um só professor, por isso, passam despercebidos, cedo descobrem que estão por sua conta.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
AVISO

Tão viscerais as suas descrições e... agora... tão tabus as constatações!
Tão camuflados esses sentimentos !
Agora...dissmulados dentes serrados
E subtis os ecos, as reproduções...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Temos de tudo
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Miss GANG, para quando?
Lembro-me dum tempo em que São Vicente ficava em estado de alerta quando os famosos bandidos, Rob Djula e Tectec fugiam da cadeia. Ouvia-se dizer que eles fugiam para as rochas, como nos filmes de coboi, e lá eram capturados, através emboscadas com direito a tiroteio e tudo. Ficávamos imaginando as cenas e principalmente como seria o aspecto físico de Rob Djula e do Tectec. Como nos filmes todos são bonitos, imaginava-os bem parecidos. O tempo foi passando, os filmes de coboi passaram de moda, chegaram os filmes dos gangs americanos. Acompanhando o ritmo de Hollywood, a população aumentou, daí, o número suficiente de pessoal para protagonizar o papel ganguístico. As actuações mais espectaculares são sazonais, no Carnaval, no Halloween, e na época natalícia.

Se isso não for possível, porque não organizar concursos de miss e mister gang? Assim, criávamos um novo produto dois em um.

Imagens: www.fottus.com
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Cabral e o Medo
E o que diria Amilcar Cabral quanto a esses fenómenos?
"Todos os abusos, todos os privilégios de grupos ou grupinhos, não podemos aceitar na nossa terra amanhã, se de facto queremos libertar o nosso povo. Não vamos libertar o nosso povo só dos colonialistas tugas, não, mas de tudo quanto prejudica o caminho do progresso. Temos que destruir a ignorância, e toda a espécie de medo, a pouco e pouco, passo e passo. Quando conseguirmos isso, teremos libertado de verdade o povo da nossa terra. Porque a maior pressão que existe sobre e um povo, não é a dos colonialistas camaradas, não é a falta de trabalho, é o medo.” *
Nos serviços públicos, tratam os utentes como se fossem delinquentes presos. A única forma de demonstrarmos que não temos medo das suas caras feias é igualarmo-nos a eles, em termos de poder, isto é, falar em português. O feitiço quebra-se imediatamente. E isso não é apenas simplesmente herança colonial, isso reflecte como o medo é ainda a ferramenta preferida dos pequenos e dos grandes poderes.
*Cabral, Amilcar Resistência política, 1970
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A tirania em nós

Termino post desanimado com uma passagem de um poema de Khalil Gibran cujo o tema é liberdade."E se é um tirano quem quereis destronar,vede, antes de tudo, se o trono dele em vós está bem destruído.Porque, como pode um déspota dominar os livres e altivos, se não houver tirania na liberdade desses e vergonha na sua própria altivez?"
domingo, 20 de setembro de 2009
Entrevista de última hora (exclusivo)
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Carnaval na Capital
Esses sim, esses alienados são os grandes agentes da centralização dos poderes na capital. Não se trata de bairrismo, pois, como podem ver, uma grande fatia dos cérebros de CV está na Praia. Em vez de lutar contra este o monstro baboso, esses agentes pisam os amigos, os colegas e a família para poder atingir um lugar ao sol lá na Praia. E quando já todos estiverem lá, será um Carnaval sem fim, (quem tem o carro maior, quem tem piscina em casa, quem tem casa de campo, quem tem mais amantes, quem tem mais ouro, quem é mais esperto, quem tem mais operações plásticas, quem faz mais viagens, etc).
Graças a Deus o espírito reivindicativo do Capitão Ambrósio ainda cá canta! Isso é um problema a nível de todos os ministérios, em todas as ilhas. Nesta guerra fria, temos que falar tudo, pôr tudo a descoberto porque o sistema é silencioso, repressivo, funciona por debaixo de camuflagens e tende a ser implacável. (típico da extrema direita, e não estou a falar de partidos políticos).
Se fosse há poucas dezenas de anos atrás a autora deste post seria enviada para o Deserto, sem nunca mais poder voltar a CV, mas como isso já não é bom para a imagem dos governos os autores de posts como este, apenas constarão dos ficheiros como os maluquinhos do reino.

